sexta-feira, 29 de abril de 2011

Brasil foi a última nação da América a abolir a escravidão

Nosso país foi a última nação do continente a abolir a escravidão, entre 1550 e 1850, data oficial do fim do tráfico de negros, cerca de 3.600.000 africanos chegaram ao Brasil, a força de trabalho desses homens produziu a riqueza do País durante 300 anos.

Apesar de a maior parte dos escravos não saber ler nem escrever, isso não significava que não tivessem cultura. Eles trouxeram para o Brasil seus hábitos, suas crenças, suas formas de expressão religiosa e artística, além de terem conhecimentos próprios sobre técnicas de plantio e de produção. Entretanto, a violência e a rigidez do regime de escravidão não permitiam que os negros tivessem acesso à educação.

Oprimido e explorado, o negro encontrava nas suas raízes africanas a força para resistir à dominação dos senhores nas suas fazendas. E muitos aspectos de sua cultura permaneceram vivos, como, por exemplo, a religião. O candomblé, ritual religioso com danças, oferendas e cultos para Orixás, atravessou a história e aparece como uma prova de preservação das raízes do povo africano no Brasil.

Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Mas para muitos essa liberdade não poderia mais ser aproveitada como deveria. Após anos de dominação, os negros foram lançados numa sociedade preconceituosa, de forma desarticulada, sem dinheiro, sem casa, sem comida, sem nenhuma condição de se estabelecer.

Hoje, no Brasil, ainda é possível ver os reflexos dessa história de desigualdade e exploração. Alguns indicadores referentes a população, família, educação, trabalho e rendimento e que são importantes para retratar de forma resumida a situação social de brancos, pretos e pardos, revelam desigualdades em todas as dimensões e áreas geográficas do País. Apontam, também, para uma situação marcada pela pobreza, sobretudo para a população de pretos e pardos.

Segundo dados da publicação Síntese de Indicadores Sociais - 2000 - que reúne dados de pesquisas do IBGE, em 1999, a população brasileira era composta por 54% de pessoas que se declararam brancas, 5,4% de pretas, 39,9% de pardas e 0,6% de amarelas e indígenas.

Em termos regionais, a população branca está mais concentrada no Sul (83,6%), a preta no Sudeste (6,7%), a parda no Norte (68,3%) e a população amarela e indígena também no Norte (1%).

As diferenças referentes à educação diminuíram nas duas últimas décadas, mas ainda são significativas. Em 1999, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais era de 8,3% para brancos e de 21% para pretos e a média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase 6 anos para os brancos e cerca de 3 anos e meio para pretos.

Apesar dos avanços nas últimas décadas na área da educação, com declínio do analfabetismo e aumento da escolarização e da escolaridade média, há muito que se fazer para alcançar níveis de qualidade, eficiência e rendimento do ensino compatíveis com as necessidades atuais e futuras de empregabilidade e de exercício da cidadania para a população jovem.

As diferenças são expressivas também no trabalho, onde 6% de brancos com 10 anos de idade ou mais aparecem nas estatísticas da categoria de trabalhador doméstico, enquanto os pardos chegam a 8,4% e os pretos a 14,6%. Por outro lado, na categoria empregadores encontram-se 5,7% dos brancos, 2,1% dos pardos e apenas 1,1% dos pretos.

A distribuição das famílias por classes de rendimento médio mensal familiar per capita indica que, em 1999, 20% das famílias cujo chefe é de cor ou raça branca tinham rendimento de até 1 salário mínimo contra 28,6% das famílias pretas e 27,7% das pardas.

Ainda em 1999, a população branca que trabalhava tinha rendimento médio de cinco salários mínimos. Pretos e pardos alcançavam menos que a metade disso: dois salários. Essas informações confirmam a existência e a manutenção de uma significativa desigualdade de renda entre brancos, pretos e pardos na sociedade brasileira.

Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

O dia 21 de março foi instituido pela Organização das Nações Unidas como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória ao Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.

População que se declara branca diminui, diz IBGE


Em 2000, brancos correspondiam a 53,7% dos brasileiros. Número caiu para 47,7%

A quantidade de brasileiros que se declaram brancos caiu na última década. A conclusão é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e está nos resultados preliminares do Questionário Universo do Censo 2010, divulgados na manhã desta sexta-feira (29).

Os dados são um detalhamento das informações apuradas pelo instituto e apresentadas inicialmente no fim de 2010.

No ano passado, quando a população do país atingiu a marca de 190,7 milhões de habitantes, pouco mais de 91 milhões se disseram brancos. O número equivale a 47,73% do total, o que significa dizer que menos da metade dos brasileiros disseram ser branca.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/populacao-que-se-declara-branca-diminui-diz-ibge-20110429.html

Dez anos antes, em 2000, quando foi realizado o Censo anterior, os brasileiros eram 169,8 milhões. Contudo, embora a população total fosse inferior à atual, o número de brancos era ligeiramente maior: 91,2 milhões. Proporcionalmente, a população de cor branca correspondia a 53,74% do todo.

Paralelamente ao encolhimento da população branca, cresceu a quantidade de pessoas que, ao serem questionadas pelo IBGE, responderam ser pardas ou negras (o IBGE utiliza, em seus estudos, o termo “preto” em vez de “negro”).

Os pardos, que em 2000 eram 65,3 milhões, dez anos depois somavam 82,2 milhões. Quanto à porcentagem, a variação foi de 38,45% a 43,13% do total. Entre os negros, o avanço foi de 10,5 milhões (6,21%) para 14,5 milhões (7,61%).

O encolhimento dos brancos, observado em nível nacional, repete-se em todas as cinco regiões do país.

No Sudeste, onde reside a maior parte da população brasileira, a parcela que se declara branca caiu de 62,35% para 55,16% do total.

O Nordeste é a região que concentra, proporcionalmente, mais brasileiros da cor negra. Lá, em dez anos, os negros passaram de 7,7% para 9,53% do total. A quantidade de pardos se manteve praticamente estável, variando de 58,02% para 59,44%. Entre os brancos, houve diminuição: de 32,94% para 29,44% do total.

Nos Estados do Sul, em que é registrada a maior proporção de cidadãos brancos, os pardos, que eram 11,49% do total, passaram a representar 16,52%. Quanto à população branca, a exemplo do que foi visto em todo o país, registrou-se queda - de 83,6% para 78,47%.

No ano passado, pela primeira vez todos os brasileiros foram perguntados pelo IBGE sobre sua cor e raça. Até então, esse questionamento era feito apenas a uma parcela da população. Nos números de 2010, apenas 6.608 pessoas não declararam sua cor. Há uma década, essa cifra era de 1,2 milhão.


Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/populacao-que-se-declara-branca-diminui-diz-ibge-20110429.html

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Assembléia do Instituto Educacional Ginga (IEG)

Convite

Convidamos V. Sa para a Assembléia que elegerá a nova Diretoria e o novo Conselho Fiscal do IEG para o biênio compreendido entre dezembro de 2010 a novembro de 2012.
Vossa presença muito nos honrará.

DATA: 02/12/2010, Quinta-feira, 19:30 horas
LOCAL: RUA DR HUMBERTO ARMBRUSTER, 403, BOA VISTA - LIMEIRA-SP.

Atenciosamente

Maria Cecília Bueno da Silva
Presidente

sábado, 15 de maio de 2010

TROFÉU ABOLIÇÃO
27/05, 19:30 horas, na Câmara Municial de Limeira, o IEG, com apoio do DECADIE estará entregando o Troféu Abolição para grupos e comunidades que trabalham com projetos de inclusão social e Abolição das condições de vida degradantes em Limeira. Os grupos e comunidades interessados podem se increver por e-mail até 20/05/2010. Podem ainda preencher a ficha em anexo e entregar no DECADIE (Palacete Levy) para Galdino até a mesma data (20/05). Desde já convidamos a todos para marcarem presença no evento.
Segue texto sobre a Abolição

Abolição x Reparação Ontem, 13 de maio de 2010, completaram-se 122 anos desde que a Lei Imperial 3.353 (Lei Áurea) foi sancionada pela Princesa Isabel. Terminava o ciclo histórico escravista e iniciava um novo, baseado no trabalho livre, que perdura até hoje. A Lei Áurea pôs fim ao marco legal do ciclo do modelo escravista de produção no Brasil, elevando a status de cidadão a massa de ex-escravos.
Tratou-se de um processo lento que ganhou impulso com a Lei Eusébio de Queirz em 1950, seguida de outros Leis como a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários. O novo ciclo, a saber, o modelo capitalista de produção baseado não mais no trabalho escravo, mas no trabalho livre, possibilitou a inclusão da grande massa de imigrantes europeus, empurrando a massa de ex-escravos para a margem da sociedade.
Esse processo de exclusão e marginalização teve como cimento ideológico um conjunto de idéias preconceituosas em relação aos membros da comunidade negra e como prática a discriminação racial descarada. Os reflexos da marginalização e da exclusão da população afro ou negra brasileira são sentidos ainda hoje. Tal situação tem sido mitigada por políticas compensatórias pontuais em forma de ações afirmativas (cotas, reserva de vagas, bonus...), com a finalidade de corrigir uma situação histórica protagonizada pela sociedade e pelo Estado brasileiro em desfavor dessa poplação.
Tais políticas ainda são tímidas. As políticas visando reparar os estragos causados ao povo afro-negro pelo modelo escravista precisam ser mais ousadas. O Projeto de Lei do Estatuto de Igualdade Racial em trâmite no Congressso Nacioanal é uma tentativa de proporcionar avanços nesse processo de reparações. Mas não nos iludamos. As mesmas forças reacionários que eram favoráveis à manutenção da escravidão se juntam para barrar as justas reivindicações de nosso povo, alegando que queremos privilégios. Não se trata de privilégios, mas de REPARAÇÃO, de JUSTIÇA.
Por isso o Movimento Abolicionista que deu impulso à abolição legal da escravidão no Brasil continua vivo na luta pela igualdade social e racial no Brasil. Como no passado, a luta não é só dos marginalizados, uma vez que uma sociedade mais equilibrada socialmente beneficia a todos. Somente com a união de todos aqueles que querem uma nova sociedade, pluralista, respeitadora da diversidade étnica e cultural, com real igualdade de oportunidades, é que nossa população vai poder dizer com todas as letras que realmente temos uma LEI ÁUREA. Limeira, 14 de maio de 2010.
José Benedito de Barros (COMICIN, MOVIMENTO GINGA)
PETIÇÃO ON-LINE PELO DIREITO DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS

Está para ser julgada no Supremo Tribunal Federal brasileiro a Ação Direta de Inconstitucionalida de 3239, de relatoria do Ministro Cezar Peluso.

Nessa ação, proposta em 2004 pelo antigo partido da Frente Liberal(PFL) , atualmente denominado como Democratas (DEM), questiona-se o conteúdo do Decreto Federal 4887/2003 que regula a atuação da administração pública para efetivação do direito territorial étnico das comunidades de remanescentes de quilombo no Brasil.

Dados os desafios que o tema põe aos avanços no domínio do aprofundamento da democracia e da justiça histórica que a sociedade brasileira experimentou na última década, tomei a iniciativa de submeter à consideração pública esta abaixo-assinado a enviar a Sua Excelência o Presidente do STF.

Boaventura de Sousa Santos
Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Distinguished Legal Scholar da Universidade de Wisconsin-Madison
Global Legal Scholar da Universidade de Warwick

Para ler a íntegra da petição e assiná-la:

http://www.petition online.com/ quilombo/ petition. html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

FÓRUM PERMANENTE DE PROMOÇÃO DA
IGUALDADE RACIAL EM RIO CLARO/SP.



Data: 15 de maio de 2010 (sábado)
Local: Sede Social Tamoio - Rua 13, nº 11 - esquina com avenida 23 - Bairro do Estádio, Rio Claro SP.
Horário: das 08h00 as 12h00.


Pauta


•Informes
•Eleição 2010: agenda com os candidatos.
•Comunicação: Blog e Jornal.
•Formação e Relação com os Governos.
•Agenda do Fórum.

PARTICIPEM E DIVULGUEM!



Contato: (19) 8151.1250 Kizie
(19) 9856.7157 Diva